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terça-feira, 25 de maio de 2010

A PLANETOLOGIA OU A GEOGRAFIA SAGRADA


Não existe talvez, hoje, uma disciplina mais desenvolvida capaz de abranger as questões espaço-temporais e avalie a sua importância na formação das humanidades, senão de forma fragmentária e, por vezes, até colateral, como certas visões da astrologia, que não raro distorcem a realidade das coisas.
Ao lado da disciplina tradicional da Geografia Sagrada, temos tratado do tema inclusive em termos de Astrologia Telúrica (ver Revista Órion de Ciência Astrológica, nº 11), buscando deste modo, resgatar as raízes climáticas do zodíaco solar, e eventualmente fundamentar a reconversão dos signos para o Hemisfério Sul. Cada zodíaco representa um nível astrológico, inventariando um dado universo espaço-temporal de possibilidades. Podemos nisto, falar de microcosmos, mesocosmos, macrocosmos, etc.
Atualmente, estamos também buscando reunir estas visões em uma nova doutrina, definida como Planetologia. Assim nomeada dada à ampla valorização da Geografia Sagrada obtida pelo viés calendárico, cultural e racial. Isto seria uma espécie de Alquimia transposta ao nível planetário, pois como se sabe, a alquimia emprega os mesmos símbolos da Astrologia. Não deixa de ser uma revisão das bases da astrologia, visto desde o ângulo da Terra, sendo ainda uma espécie de Psicologia planetária, além da contraparte mundial da Antropologia.
A ausência de disciplinas-de-síntese, reunindo a área exata e a humanística, ao lado da inoperância atual dos saberes tradicionais, torna difícil classificar com precisão tais saberes universalistas. A expressão, tida como sinônima de "planetografia", designa atualmente uma rama da astronomia, a ver: "Planetografia: Estudo dos planetas; planetologia" (Novo Dicionário Aurélio, 1ª Ed., Nova Fronteira, RJ).
Outrossim, a "nossa" planetologia, além de limitar-se em princípio à Terra, não se atém a analisar questões físicas por si sós, tais como relativas à atmosfera, dimensões, peso e coisas assim, mas sim a dinâmica existente entre o meio planetário e o ser humano. Tampouco se trata de arrolar dados para fins utilitários quaisquers, senão de conhecer a estrutura da evolução conjunta entre o nosso planeta e sua humanidade.
Antecedentes doutrinais
Hoje em dia se busca resgatar certos conceitos vitalistas que já foram muito populares na Antigüidade, tal como entre os gregos, para quem a Terra era um organismo vivo, donde o mítico conceito de Gaia. A Planetologia passaria também por isto, porém sem se limitar à esfera propriamente biológica, que seria talvez contemplada em um de seus níveis, alcançando todavia planos psíquicos, mentais, espirituais, e assim por diante.
O ser humano teria, naturalmente, um papel especial neste quadro, assim como os outros reinos animados, inferiores e superiores, e dentre os quais o homem, como disse o filósofo Nietzsche, é apelas uma transição, a qual alcança hoje, aliás, as suas etapas conclusivas, nos estertores da Quarta Ronda Mundial.
A doutrina das mandalas, é uma tradição que se confunde seguramente com a astrologia e com os calendários, porém, o seu vínculo telúrico é especialmente reconhecido (pese certa ênfase tradicional de ordem também mental). Calendários costumam dar ênfase particular à questão do tempo, a ponto de serem por vezes reduzidos a apenas isto. E inexiste uma doutrina geográfica com tal inclinação, ao menos com o mesmo grau de difusão e importância.
A Geografia Sagrada é, todavia, uma ciência antiga e importante, embora de divulgação mais restrita e misteriosa. Na Ásia, em especial, se conhecem algumas visões do tema. Na China existe o Feng Shui, e na Índia encontramos a tradição de Vastu Vidya, que começa a ser divulgado também no Ocidente. Porém, a aplicação destas doutrinas tem sido restrita e limitada -tal como se faz, de resto, com a própria astrologia-, voltada especialmente para a questão da arquitetura, do paisagismo e da organização do ambiente doméstico e profissional. Falta, no entanto, um estudo profundo e sistemático das correlações humanas e ambientais, hoje em dia naturalmente distorcidas, face o elevado grau de artificialismo em que se vive.
Os alquimistas da Renascença desenvolveram, seguramente, diferentes doutrinas acerca do espaço-tempo, destacando-se talvez entre eles a chamada Meteorologia de Robert Fludd, que combinava de forma ampla a Cabala e a geografia, através das leis da geometria (palavra que significa, aliás, "a medição da terra") especialmente, sendo portanto algo platônico e sobretudo pitagórico. Desde a Antigüidade, se vem focalizando cosmologias da natureza e paraísos míticos que, na verdade, têm muito a ver com tudo isto -inclusive a própria Jesusalém celeste do Apocalipse (ver Terrae Brasillis), a qual tem seus "êmulos" no budismo e no hinduísmo.
Também numa visão mais espiritual, Platão trata da doutrina dos "divinos pastores" no seu Timeu ou Crítias, entre outras visões demiúrgicas que têm influenciado o moderno esoterismo, tal como na difundida idéia dos Mestres Ascensos. Naturalmente, esta visão se encaixa em algum nível da Geografia Sagrada ou da Planetologia.
A partir do Jornal Paralelo 30, reunimos hoje vários títulos e publicações especificamente voltados para o tema da Geografia sagrada e da Astrologia profunda ou Cronologia, e que segue sendo um dos principais vetores da Planetologia.



Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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