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domingo, 1 de fevereiro de 2015

“O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão” – a sombra do pregador paira sobre a nação


Esta profecia atribuída a Antônio Conselheiro está para se concretizar, em amplos sentidos.
A tendência leiga é pensar que se está falando de águas reais. Se imaginou dilúvios e enchentes, e agora as pessoas se surpreendem com as secas.
Contudo, na simbologia tradicional o mar representa as massas humanas (ver a expressão popular “mar de gente”), como o próprio Apocalipse 17:15 explica, sendo ademais a interpretação sociológica do “dilúvio” como cultura-de-massa.

O MAR-SERTÃO

Os litorais brasileiros abrigam as maiores cidades do país, megalópoles inchadas com enormes problemas sociais, entre tantas outras cidades também grandes e problemáticas.
As pessoas finalmente serão forçadas a abandonar as grandes cidades (sobretudo as litorâneas ?), por serem aberrações insustentáveis, canceres planetários criados pela cobiça e insanidade humana.

A intensa ocupação litorânea inicial do país foi algo natural. Contudo, o Brasil não era mais para estar sofrendo destes males, e menos ainda a crise atual. Isto apenas aconteceu pela grave interferência externa da Guerra Fria que implantou a Ditadura Militar de 64, onde se estagnou as “águas” no Sudeste do país, dando sobre-ênfase à burguesia e ao capitalismo ali centralizados, quando o curso natural do país já se voltava para o Centro-Oeste pela criação de Brasília, sob uma mentalidade socializante e integradora. Esta é a origem de megalópoles atrofiadas como o Rio de Janeiro e ainda mais São Paulo, dita “a maior cidade nordestina fora do Nordeste”.

destino das grandes cidades ?
Sabemos que a migração já começou, inicialmente para as praias e para os interiores próximos, assim como para o Sul onde se diz haver as condições mais estáveis; enquanto o resto do país sofre secas ou enchentes. Depois se seguirá para todo lugar que possa receber toda esta gente artificialmente aglomerada.
Podemos talvez lembrar aqui a imagem das cidades maias abandonadas, depois que a sua civilização acabou.

O SERTÃO-MAR

Na própria acepção sociológica de contextos “alternativos” (para a época) como o do Conselheiro, podemos ver nisto uma alusão a movimentos sociais.

o Arraial de Canudos
O Conselheiro não criou a profecia do título, ele apenas a colocou em prática pela primeira vez, ao criar a segunda maior cidade baiana da época para reunir refugiados populares oprimidos pelo sistema republicano emergente, desencadeado nos quartéis e nas cidades litorâneas, quando do seu golpe-de-estado sobre a Monarquia nacional por causa da libertação dos escravos.

Depois, os governos nacionalistas brasileiros começaram a avançar país adentro, colocando um poderoso marco ali através de Brasília, que hoje também se tornou uma cidade enorme desfigurando os seus projetos originais.

Goiás também sofre com a seca, de todo modo estes grandes interiores comportam muita riqueza e recursos naturais, com grandes rios e terra fértil. O segredo será fazer pequenas cidades, que não impactem o meio-ambiente, reaprendendo assim a lição fundamental que os nossos antigos ancestrais conheciam há muitos milhares de anos.


Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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