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terça-feira, 28 de agosto de 2012

A “MISSÃO Y” PORTUGAL-BRASIL


Um poderoso elo espiritual une as duas nações irmanadas sobre o Atlântico através da História, Portugal e Brasil.
Tomaremos de empréstimo para avaliar a isto, o termo “Missão Y” que a Eubiose usa para designar a forma como vê a relação interna das Américas, no que segundo entendimentos mais recentes, teria ficado prejudicada pela perda dos Estados Unidos do seu status de sede da sexta sub-raça árya...
De certo modo, esta “perda” evolutiva tem sido corroborada por nós, na forma de uma de visão única do processo de formação pan-americana (guardados sempre os devidos nuances), a fim de se enquadrar no calendário racial “científico” de cinco mil anos (usado pelos maias-nahuas e por várias outras culturas), no qual toca aos últimos 700 anos o período de preparação do Novo Mundo; culminando assim o 7x700 das sete sub-raças áryas; relacionadas às Sete Igrejas do Apocalipse através das suas fundações espirituais. Neste caso, coube sobretudo a São Francisco de Assis a última grande vivificação espiritual árya, anunciando uma síntese poética e pré-renascentista entre Religião e Natureza, coisa que caberia bem à visão idílica que muitos tiveram então do Brasil.
Estas seriam, pois, as bases espirituais destas sete Lojas sub-raciais, com suas expressões focais e as complementares entre parênteses (ver também em “Trikosmos”, Cap. “O Pacto do Arco-Íris”):

1. Krishna (Rei-Escorpião, etc.) ........................... sub-raça hindu-egípcia
2.  Zoroastro (Manu, Imperador Amarelo, etc.) .... sub-raça persa-mongol
3. Abrahão (Akenaton, Moisés, etc.) ................... sub-raça árabe-semita
4. Gautama Buda (Mahavira, Pitágoras, etc.) ...... sub-raça greco-romana
5. Jesus Cristo (Quetzalcoátl, Mestre da Paz, etc.) sub-raça celta-nahua
6. Maomé (Pacal Votan, Odin, etc.) ................ sub-raça islâmico-teutônica
7. São Francisco (J. di Fiori, Lutero, Milarepa, etc.) . sub-raça americana

Portugal aproveitou um momento histórico para fazer a sua grandeza. Porém a grandeza que criou se emancipou na forma do Brasil, que hoje faz um contraponto invertendo de certa forma a correlação. Por isto, outra imagem que vem à mente para esta “Missão Y”, é a do pêndulo, ou mesmo do carma, de causa-e-efeito ou de ação-e-reação, presente na idéia da grande Oscilação do Tao, etc.
Naquela época, Portugal era a haste positiva do “Y”, tratando de fecundar e ampliar os territórios que descobriu e conquistou. Na América do Sul, soube aproveitar o dramático período da Coroas Ibéricas Unidas, para fazer crescer o Brasil. Este, por sua vez, representava então a haste negativa do “Y”, ao acatar passivamente, por assim dizer, as ordenações emanadas de Portugal, o qual teve todavia que se adaptar à natureza e à cultura local a fim de levar a cabo os seus intentos.
Portugal sempre foi um reino com características distintas na Europa, marcado com o dom da independência. Esta ousadia remonta às suas próprias fundações templárias, quando se levantou como reino cristão independente e, mais que isto, como país pioneiro constituído dentre as futuras nações européias...
Poucos séculos depois, reafirmou a sua autonomia ao acatar os templários perseguidos, fazendo sabiamente deste verdadeiro gesto de gratidão histórico, uma alavanca para as suas futuras conquistas ultramarinas.
Os “descobridores” do Brasil foram fiéis aos ideais ecumênico-renascentistas da Sagrada Cavalaria, ao designar o país com o nome da Vera Cruz, alusivo à “cruz grega” de braços iguais que traziam as caravelas da Ordem de Cristo...


Hoje, passado o período setecentenário da formação sub-racial, as Américas despontam com uma identidade própria, e o Brasil tem se afirmado espiritualmente ao cabo deste período, como uma forja de escolas agarthinas, próprias dos dharmas-setenários de consumação: tal coisa serve para confirmar as expectativas edênicas projetadas sobre a região. Também nesta linha de manifestações originais, está a revelação do Evangelho Trinitário e da Natureza, uma espécie de codificação teológica do franciscanismo e do fiorismo, destinada a permitir florescer espiritualmente o Império do Espírito Santo...
Agora, o Brasil é a Nova Avalon ostentando Excalibur por sobre as águas, à espera do seu Rei Sebastião. E Portugal é a Nova Camelot guardando o seu Graal, para receber a luz refletida do grande Pólo emergente brasileiro, e derramar sobre a nação européia a restaurada Sabedoria das Idades...

Brasil é “brasa”, fogo criador, que hoje se revela como berço do logos, a Espada divina generatrix.* Portugal nasceu sob a idéia de “porto”, a palavra vem de “Porto Galês”, dos gálios ou gauleses. O porto é um conceito receptivo, de acolher, por isto é o Graal para a Europa e quiçá, para o próprio mundo.
Esta será a forma como Portugal retomará a sua grandeza ante os olhos do mundo, servindo como a Lua refletindo as glórias do Astro-Rei, para embelezar a noite do Kali Yuga europeu, até o despontar derradeiro do Novo Dia...


É notório que, em todos os tempos, a Idade de Ouro nunca foi um florescimento isolado -até porque tal coisa não seria permitido pelas forças espirituais e também materiais. Existe um crescimento conjunto, ou sinárquico, entre os pólos primordiais e os pólos secundários de luz e de civilização.
Sucede sim um diálogo histórico, no qual os novos pólos emergentes, são fecundados pelas informações advindas das antigas regiões. A isto chamamos de “ecumenismo lunar”, pautado pela forma.
Então ocorre um “sincretismo” local, apurado por um livre espírito restaurador, reformador e renovador, e assim a poeira dos séculos termina por ser removida e o ouro imortal da Sabedoria se revela a olhos vistos uma vez mais... A isto chamamos de “ecumenismo solar”, pautado pela essência.
A partir disto, ocorre um movimento recíproco no qual os antigos pólos reencontram as raízes da sua própria identidade, além de descobrir caminhos revelados para seguir avançando, através de sínteses renovadas.

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* LOGOS. (filosof.) O Verbo, a Palavra, escrita ou falada. A energia divina, a Shakty mística, a Shekinah divinal. A autoridade espirituial, sobretudo divina. A Palavra criadora e porta-voz da Verdade límpida, a Revelação, o Verbo criador que traz a mensagem atual de Deus para o mundo... O Logos é também energia concentrada na consciência, com poder criador e restaurador. A razão superior e a mente espiritual. Neste caso, é a razão como instrumento e não como senhora, reflexo da própria Ordem maior. Os pragmáticos gregos souberam adaptar o “termo” logos para este uso: “(...) a partir de filósofos gregos como Heraclito passou a ter um significado mais amplo. Logos passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.” (Wikipédia). (“Glossário Holístico”, LAWS)

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Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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