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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A CIDADE SAGRADA: DAS FUNDAÇÕES ATLANTES AOS TEMPOS ATUAIS


Posseidon, a capital Atlante

Muitos são os indícios acerca da antiga Atlântida, da Bíblia até Platão, passando por um sem-fim de relatos étnicos.
Sir Francis Bacon (hoje associado ao Mestre Saint Germain, regente da Nova Era) soube identificar perfeitamente a descrição da Atlântida de Platão, com as realidades então descobertas no Novo Mundo. Esta é a gênese da sua “A Nova Atlântida”, uma descrição quase literal da cultura mexicana... 


O curioso é que, na época de Platão, a Alta Cultura pré-colombiana tinha apenas alguns poucos séculos de vida. No entanto, parece que muitos dos seus cânones já estavam perfeitamente implantados.
Assim, quando as lendas apresentam uma Atlântida estava localizada no “meio do Oceano Atlântico”, esta é uma descrição precisa para situar o México, sem necessitar imaginar algum outro Continente. A idéia de que a Atlântida “afundou” nas águas, pode perfeitamente ser uma metáfora ou até uma distorção interpretativa. E ainda que a “datação” da Atlântida de Platão, a coloque pelo final da última glaciação, este contexto mítico ainda passa por inverossímel, até que tenhamos alguma forma de registro científico desta remota época, na qual pelo contrário, não se teria ainda a noção de civilização, e recém se começava a praticar a agricultura sob um regime social tribal.


Novos dados têm sido incorporados desde a época de Bacon. Sabe-se agora, que a primeira grande capital mexicana, a La Venta dos Olmecas, tinha uma forma semelhante à Posseidon de Platão.
Sabemos que a civilização mexicana nasceu sob o signo do gênio criador, e foi fortemente influenciada pela cultura atlante asiática, isto é, a China, que colonizou o Golfo do México na época do Buda (há 2.600 anos atrás), como prova um sem-número de dados culturais comuns entre a olmeca e a China de então. 


No Sul da China, foram encontrados resquícios do calendário Tzolkin de 260 dias. A “Conta larga”, que trata dos ciclos de 5,2 mil anos (2 x 2.600) surgiu já na Olmeca, e depois com muito custo pode ser conservado, vindo a ser custodiada na prática pelos maias, que logo absorveram as novidades vindas do Golfo e adjacências. Este tipo de calendário amplo, costuma ser suscitado especialmente na transição destes grandes ciclos, como acontece agora, ou mesmo nos seus meados, como ocorreu na época do Buda, sujeito a uma profunda reformulação cultural, voltada para o materialismo e a fragmentação, o que explicaria o desejo dos zelosos chineses de buscar uma região nova para preservar a Sabedoria das Idades... 

A forma de Posseidon/La Venta, segue um padrão-fundador de civilizações, com formato cósmico-circular, denotando uma elevada perspectiva de unidade e de universalismo. Os seus três círculos de água, simbolizam o valor mil alusivo ao ideal milenar de civilização, que é a perspectiva necessária para organizar as bases de uma raça-raiz, dentro do calendário cronocrator de formação social...



Na verdade, a forma da Posseidon não difere na prática em nada da Shambala dos tangkas tibetanos, com sua trina divisão de setores destinados à Divindade, à Hierarquia espiritual (ashrams) e à Humanidade (raça-raiz).



É bem possível que, apesar das aparências, todas as cidades míticas tenham uma forma arredondada. A Jerusalém celeste do Apocalipse, por exemplo, enaltece o valor “12” que remete ao Zodiacal e à ordem espacial. Alguns intérpretes assim o viram, como observamos na gravura abaixo.




A forma quadrada, realmente representa um ideal no tocante à humanidade, e no entanto, o ser humano não evolui sem a atenção das forças superiores. Por esta razão, a configuração ideal é uma espécie de “quadratura do círculo”, algo como fazem as mandalas enfim. Daí que a exegese apurada, vê na expressão “Roma quadrata” não exatamente uma cidade quadrangular, mas sim uma cidade dotada de quatro divisões, como ocorria com tantas capitais de impérios antigos, como Cuzco e Tenochtitlan.





Pouco sabem que o “socialista utópico” Charles Fourier não se limitou a projetar os famosos falanstérios industriais, ele também desenhou planos de cidades, cuja estrutura casualmente lembra a Posseidon de Platão. Segue a descrição.*

“Plano de uma cidade-de-galerias”, segundo Fourier
“Devem-se traçar três anéis concêntricos:
– o primeiro contém a cidade central;
– o segundo contém os arrabaldes e as grandes fábricas;
– o terceiro contém as avenidas e o subúrbio.
Os três anéis são separados por paliçadas, relvas e jardins que não devem cobrir a visão.
Toda casa da cidade deve ter como sua dependência, entre pátios e jardins, pelo menos tanto terreno vazio quanto ocupa sua superfície construída.
O espaço vazio será duplo no segundo anel, ou local dos arrabaldes, e triplo no terceiro anel, chamado subúrbio.
As ruas deverão estar voltadas para paisagens campestres ou monumentos de arquitetura pública ou privada: o monótono tabuleiro de xadrez será abolido.
Algumas ruas serão curvas (serpenteantes) para evitar a uniformidade. As praças deverão ocupar pelo menos um oitavo da superfície. Metade das ruas deverão ser arborizadas (com árvores variadas).
Mas aqui só temos um resultado a considerar, que é a propriedade inerente a uma cidade como essa, de provocar a associação de todas as classes, operária ou burguesa, e até rica.”

Como época de refundação civilizatória que é o 2012, dentro dos ciclos de 2.600 anos que são fractais do ano cósmico de 26 mil anos, hoje se apresenta um resgate da Cidade sagrada através das Cosmópolis, as “Cidades da Luz”, como expressões da nova Shambala.




O GRANDE KOSMOS SOCIAL

Em todos os tempos, as Civilizações se (re)estrututaram
sobre Projetos universais de unidade social & espiritual.
As novas Cosmópolis se destinam a reorganizar o Kosmos social
A existir entre o Kosmos natural e o Kosmos planetário.

Por ter como base a evolução humana integral,
As Cidades da Luz se pautam pelo Quaternário geral de evolução,
e também pela Tetraktys pitagórica de ascensão, a saber:

4 Iniciações, “substituindo” e reembasando as Classes sociais;
3 Planos conscienciais, para a Sinarquia dos Poderes gerais;
2 Polaridades universais, para configurar a união das Almas-Gêmeas;
1 Meta Suprema, a realização da Iluminação como programa racial.

Todas as grandes Leis espirituais estão contempladas, na base de tudo,
a saber: Salvação, Reencarnação, Iniciação e Iluminação;
Atendendo assim a demanda de cada etapa ou condição de evolução.

Os Poderes Gerais visam a unidade cultural dos seres humanos
Na sagrada Sinarquia que prevê o Governo Conjunto das ramas sociais,
Regidas pela Unidade transcendente da Hierarquia ascensional.

As polaridades cósmicas são respeitadas e cultuadas como iguais,
tendo como Meta maior o acesso à magia única das Almas-Gêmeas
pautada sobre as Leis do Destino, do Carma, da Terra e do Céu.

Por fim, tudo se coroa na perspectiva suprema da evolução humana
Que é a conquista da Imortalidade d’Alma anunciada nas profecias
A ressurreição do Espírito através de uma Iluminação cabal e científica.

A Cosmópolis é assim um verdadeiro projeto-de-civilização novo,
o único e o maior até agora realizado, verdadeira Luz nos Tempos chegados...
Seu caráter universal se demonstra pela Cruz interna que a define
Pela sua circularidade social e no seu triangulismo espiritual,
Projetando a sociedade como uma flecha para Diante e para o Alto.

As Cosmópolis poderão começar pequenas, sim, bem pequenas.
No entanto, elas avançarão seguras através dos tempos
Conquistado os espaços predestinados do dharma
Porque terão sempre como o seu precioso Norte
a Estrela-guia de um grande Projeto Universal:
redentor  e único, pautado sobre os Cânones da nova evolução.


* Françoise Choay, "O Urbanismo". São Paulo: Perspectiva, 2010, pp.67-75. Citado em 
https://teoriadoespacourbano.wordpress.com/page/2/

Ver também 
Cosmópolis - As Cidades Da Luz


Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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