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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Agartha, o chakra social da Sinarquia: Geografia simbólica & Sociologia sagrada


As 3-7-12 divisões da Shambala Eterna

Agartha é um modelo holístico de sociedade. Sua distribuição cabalística atesta esta realidade.
Nos famosos tangkas tibetanos sobre Shambala, vemos uma estruturação centrípeta de três esferas caracterizando Espírito, Alma e Personalidade, em termos de 3-6-12 núcleos (com algumas variantes) representando também Divindade, Hierarquia e Humanidade, que o grande divulgador dos mistérios da Agartha e da Sinarquia, o Marquês de Saint Yves d’Alveydre, também chamou em “A Missão da Índia” de “as 21 montanhas que cercam o Zero absoluto”.



A geografia simbólica agarthina reproduz através disto conhecidos esquemas cabalísticos. Na própria Cabala as letras sagradas estão divididas como: 3 letras-mãe, 7 letras-duplas e 12 letras-simples. O conhecido tema tibetano do Bhavachakra ou “Roda da Vida” (entre outros), abaixo, possui esta mesma disposição universal.


Uma analogia com os chakras

A doutrina tântrica dos chakras ensina que todos os centros atuam em três esferas. E aquele que parece mais se identificar com a estrutura de Shambala é Anahatha, o centro cardíaco. Abaixo, vemos um mandala deste centro com suas três deidades centrais, o exágono intermediário e as doze pétalas circundantes entre outros elementos, incluindo a presença discreta do chakra oculto de oito pétalas com a “serpente” Kundalini.



Nesta gravura vemos em destaque o chakra oculto, ostentando o triângulo-de-forças que integra a Kundalini. Este dupla-estrutura também costuma ser representado nas “modernas” doutrinas da Chama Trina.

Anahatha Chakra e a Chama Trina

Podemos considerar este centro óctuple, quiçá, como uma variante do exágono presente no próprio Anahatha (a ógdoade é outra estrutura corrente de Agartha). E a Chama Trina marca a presença central da Tríade espiritual e também da energia kundalini, que realmente ascende através deste centro mediante do trabalho integrado da Tríade.

Uma Agartha de oito divisões

Com isso, se conclui que Shambala ou Agartha representam efetivamente uma ordem semelhante a um coração social e planetário, contendo estruturas complexas para serem funcionais e também universais.

A organização holosocial ou Sinarquia

A distribuição dos diferentes núcleos de Agartha denotam exatamente funções sociais, dentro de uma organização natural que atende as dimensões das necessidades e da evolução humana.
O núcleo central da Agartha comporta as grandes Escolas Iniciáticas universalistas. Foi descrito por Saint Yves d’Alveydre como representado por três augustos Prepostos (“Padrão 3”, não obstante várias tradições porem ênfase aqui na figura do “Rei do Mundo”) denominados Brahmatma, Mahatma e Mahanga, responsáveis pelas pastas da Ciência, da Justiça e da Economia. Este regime social foi designado por Sinarquia ou “Governo Conjunto”, assim chamado por seus representantes atuarem juntos ou sob plena concordância de ações, razão pela qual constituem um Triúnviro ou uma Tri-unidade. Esta esfera está sob a coordenação sinárquica do Brahmatma (“a Alma de Brahma”, deus Criador), um cargo que pode ser associado ao do Manu, o Mentor racial, inclusive na Triarquia teosófica suprema. Como representante da “Ciência” universal, o Brahmatma coordena os Altos Saberes e as Ciências da Criação, incluindo aquelas estratégias sociais mais perfeitas de renovação cultural.


Um Triúnviro sinárquico

A esfera intermediária setenária (“Padrão 3+4”, também vista como éxade ou ógdoade), por sua vez, comporta as distintas Sociedade Esotéricas de treinamento alquímico. Podem ser associadas aos ashrams sagrados da chamada “Grande Fraternidade Branca” (associada à Ciência dos Sete Raios e à Alquimia planetária), através da qual se desfilam outras tantas ramas de atividades humanas, tais como: Governo, Educação, Filosofia, Arte, Saúde, Tecnologia, Religião, Psicologia e Ritualística. Esta esfera está sob a coordenação sinárquica do Mahatma (“a Grande Alma”, e na Triarquia teosófica este setor está associado ao Cristo), por isto na Teosofia os Mestres da Loja Branca também são designados Mahatmas. Como representantes da “Justiça” universal, eles tratam de distribuir a equidade, a beleza e a harmonia em todos estes setores da existência humana em evolução.

A Loja Branca

Por fim, a esfera duodenária (“Padrão 3x4”) exterior remete à própria Civilização Holística final. Trata-se assim da organização objetiva da raça-raiz ou da humanidade arquetípica. Esta estrutura social naturalmente se relaciona ao Zodíaco dos signos. Na História sagrada se conhece as Doze Tribos de Israel, sujeitas a visões arquetípicas em diversos contextos, inclusive no Apocalipse de São João onde integra as estruturas da Jerusalém celestial, a qual pode ser vista como uma variante de Shambala ou de Agartha. Esta esfera está sob a coordenação sinárquica do Mahanga (“o Grande Seletor”), também chamado de Maha-Chohan na Triarquia teosófica, responsável pelo setor da “Civilização”, e sob cujos encargos está a organização humana como tal, incluindo as Ciências das Corretas Relações Humanas que habilitam a harmonia e a evolução social e a própria perfeição conjugal (ou “almas-gêmeas”).

As Doze Tribos da Israel Mítica

Todas estas reformulações profundas, permitem renovar aquele conjunto institucional que um dia formatou os melhores sonhos de uma civilização, mas que a própria realização destas metas e mais os desgastes inerentes ao tempo terminaram por levar a perder.

Ilações históricas da Sinarquia

Observando a constituição dos regimes das sociedades antigas ou tradicionais, é comum encontrar triúnviros regenciais, desde o Egito antigo ao Tibet recente.


O grande reformulador deste conceito, Saint Yves d’Alveydre, vislumbrava no entanto através disto também um verdadeiro governo divinal “das origens”, de modo que o designou inicialmente de “Teocracia” (tal como aparece em “A Missão dos Judeus”). Porém, para diferenciar daquilo que muitas vezes se tornou mera Clerocracia, adotou em seguida o termo Sinarquia, para tratar daquelas concepções sociais originais onde a marca divina realmente se manifestou de forma mais direta, através de profetas, avatares e patriarcas.

Tais coisas nos remetem daí às grandes Fundações civilizatórias da humanidade, suas cidades sagradas geométricas e constituições arquetípicas ou ideais que comumente transparecem nos mitos, como a Roma Cuadrata, a Baghdad circular (imagem abaixo), as cidades persas “hexagonais”, a Dwarika das “Oito Portas” de Krishna, etc. Não raro ainda vemos estas formas nos núcleos fundadores das antigas cidades, cuja geometria expressa não obstante as mesmas estruturas sociais internas, como estimam vários estudiosos acadêmicos.



Com tudo isto temos tratado de História, mas também de mitos e de profecias. Atualmente vivemos uma transição de tempos (e também de regiões planetárias), onde as velhas coisas se esvaziaram e o novo se anuncia. Algumas das mais importantes profecias e datas renovadoras dos calendários sociais apontam para os nossos tempos. Se a Era de Aquário ainda soa incerta para muitas pessoas, o Terceiro Milênio já chegou e a profecia maia de 2.012 também (lembrando que a data inicial deste ciclo maia coincide com o dos hindus com Krishna), entre tantas outras anunciando a chegada de um novo tempo e seus mensageiros.
As crises ambientais são uma das marcas destas transições, depois que o materialismo do Kali Yuga (a “Idade Negra”) desestabiliza o meio-ambiente. Com isto as grandes cidades criadas pela cobiça e pela ignorância humana se tornam insustentáveis, assim como a cultura-de-massas em geral.
As Fundações sagradas e holísticas como Shambala são arcas (de arkés, “origens”) sociais primordiais, frutos das Escolas Iniciáticas e visando edificar as Civilizações Holísticas que também incluem, permitindo também falar em termos de Centro Primordial (“a cidade de Shambala”), de Centro Secundário (“o país de Agartha”) e até de Centro Terciário (Vaikuntha, Duat, etc.)


Hoje se faz necessário plasmar uma nova Agartha sobre a face da Terra. O tempo é chegado e a nova região também tem sido amplamente assinalada pelos saberes esotéricos das “raças” e das diferentes astrologias. Para isto vem sendo emanados os projetos da nova Civilização Cósmica, como são as “Cidades da Luz” ou Cosmópolis construídas com geometrias agartinas, assim como o “Projeto-Exodus” visando retomar o fluxo migratório natural e renovador neste vasto país, para aliviar a carga demográfica excessiva que pesa sobre as antigas cidades das regiões mais populosas do país.

Bibliografia:
“A Missão da Índia”, Saint Yves d’Alveydre, L. Carcamo, Madri
“A Missão dos Judeus”, Saint Yves d’Alveydre
“Mandalas e Yantras: roteiros da consciência”, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP
“Tradição & Transmissão”, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP
“Os Mistérios de Agartha”, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP
“As Cidades de Luz”, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP
“Projeto-Exodus – um Mundo para Todos”, Luís A. W. Salvi, Ed. Agartha, AP



Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

Um comentário:

  1. Será que a região da Galicia, na Espanha, é território sagrado? Percorri o norte da Galícia e senti uma energia especial por lá ...

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